Como usar este guia
Ele não precisa ser lido de uma vez. Cada item do menu resolve uma dúvida diferente, e você volta no que precisar.
Antes de tudo: isto aqui não é um muro
Nada neste guia existe pra te travar na hora de produzir. É um manual de boas práticas, montado a partir do que funciona em perfis parecidos com o seu e do que o Conselho pede. Direcionamento, não regulamento.
Então, se na hora de gravar a luz estiver errada, o texto sair fora do lugar ou a frase não couber em duas linhas, publica assim mesmo. Conteúdo publicado com uma imperfeição vale mais que conteúdo perfeito que não saiu. As únicas partes que não são sugestão estão em , e mesmo lá quase tudo tem uma forma melhor de dizer a mesma coisa em vez de um simples não.
O caminho mais curto
Antes de gravar: abra pra escolher o tema da semana e pra lembrar do essencial.
Se travar na abertura ou na legenda: tem quinze aberturas prontas, escritas do jeito que a sua paciente fala.
Se bater dúvida se pode falar algo: vá direto em .
Se alguém te escrever no comentário ou no direct: tem as respostas prontas pra cada situação.
Quando quiser ideia nova: tem os perfis que a gente olhou e o que vale tirar de cada um.
Quando estiver sem tempo: a série existe exatamente pra isso.
E quando travar em qualquer uma dessas horas: abra o GPT. Ele foi treinado com este guia inteiro e resolve na hora o que aqui está explicado, seja um roteiro, cinco ganchos ou a revisão de uma legenda antes de postar.
De onde veio tudo isso
Analisamos catorze perfis, a maioria de psicólogas e psicólogos, de todos os portes, e o seu próprio perfil, com o mesmo método. A direção daqui não é palpite: ela sai do cruzamento entre o que funciona no mercado, o que a gente já definiu de posicionamento e o que já funciona em você.
E uma coisa ficou clara logo: você já acerta em coisas que a maioria erra. Você fala olhando pra câmera, que é o formato que constrói confiança em todos os perfis que olhamos. Você responde a quase todo comentário, coisa que perfil grande quase nunca faz. E você já escreve do jeito certo em várias legendas, começando por desmontar uma ideia comum, como em "Terapia não é lugar de julgamento". Este guia mexe menos do que você imagina e organiza mais do que muda.
Seu assistente de pauta
Criei um assistente treinado com tudo que está aqui. Ele serve pra destravar na hora: pedir ideia de tema, gerar cinco ganchos pra um assunto, escrever o roteiro do Reel de terça, montar o carrossel de quinta, revisar uma legenda antes de postar e checar se alguma frase esbarra em algum cuidado. Use sem cerimônia, inclusive pra discordar dele.
Abrir o GPT da AnaA mudança que mais importa está numa frase
Hoje o seu site diz pra quem você atende: "terapia para mulheres que querem voltar a se escolher". O seu Instagram ainda não diz. Quem chega pelo Google encontra o recorte; quem chega pelo perfil encontra um "você" genérico.
Quase tudo neste guia é isso: trazer pro Instagram o posicionamento que já existe. Não é inventar uma Ana nova. É deixar visível a que já atende no consultório.
Pra quem a gente fala
Antes de qualquer ideia de vídeo, é essa mulher que a gente tem na cabeça. Ela tem nome pra ficar concreta, mas não é uma pessoa só.
Luciana, 38 anos
Trabalha, tem o próprio dinheiro, mora em BH. Durante anos colocou todo mundo na frente: o marido, os filhos, a mãe, o chefe. Um dia olhou pra própria vida e não se reconheceu.
Ela não chega curiosa. Chega num ponto de ruptura: uma briga que passou do limite, uma mensagem que ela respondeu rápido demais, um domingo à noite em que percebeu que faz tudo por todo mundo e ninguém pergunta como ela está. O que ela quer não é "melhorar o relacionamento". É parar de se abandonar, mesmo que ainda não saiba dizer isso com essas palavras.
"Eu não sei mais quem eu sou." · "Eu vivo pra todo mundo, menos pra mim." · "Por que eu sempre escolho a pessoa errada?" · "Eu deixei meus sonhos pelo caminho."
Mais três que também te assistem
A Luciana é o centro, mas não é todo mundo. Estas três aparecem bastante e servem pra você não tentar encaixar tudo numa pessoa só: se um conteúdo não é pra Luciana, ainda pode ser pra uma delas.
Patrícia, 42
Casada há muito tempo. Não quer sair do casamento, quer parar de sofrer dentro dele: parar de controlar, parar de engolir, conseguir dizer o que sente sem virar briga.
"Meu casamento está acabando e eu não sei se quero salvar ou sair."Camila, 31
Terminou, ou foi terminada, e ainda dói. Checa o story, repete a história pras amigas, tem medo de cair na mesma coisa de novo. Busca no Google de madrugada.
"Não consigo esquecer meu ex. Por que eu sempre repito isso?"Renata, 45
Carrega a casa, o trabalho e a família. Diz sim pra tudo até não aguentar. Às vezes desconta na comida, e depois vem a culpa. Nunca pensou em terapia porque acha que "não é tão grave".
"Estou cansada de tudo. Sinto que não aguento mais, mas não sei nem o que eu quero."Como usar isso na prática
Antes de gravar, pergunte pra qual das quatro aquele conteúdo é. Se não for pra nenhuma, provavelmente é um conteúdo que você quer fazer por gosto, o que é legítimo, mas entra como exceção e não como pauta.
E repare: as quatro têm o mesmo mecanismo de fundo. Ela se anula pra ser amada e aceita, e nesse processo se perde de si mesma. É isso que você trata no consultório, e é isso que o conteúdo precisa nomear, na linguagem dela, não na sua.
Por que ela ainda não te procurou
"Será que meu problema é sério o suficiente?" Ela minimiza a própria dor.
"Não sei como funciona a terapia." Tem medo de abrir feridas sem saber o que vai encontrar.
"E se eu for julgada pelas escolhas que fiz?" Vergonha do que aceitou por tanto tempo.
"É caro e não sei se funciona." Mesmo podendo pagar, se coloca por último até no dinheiro.
Cada uma dessas frases é um conteúdo. Não pra responder de frente, mas pra ela se ver na cena e perceber que não está sozinha nisso.
Quem não é o foco: homens, quem busca só laudo e quem quer terapia estritamente acadêmica. Isso não muda quem você atende no consultório. Muda só pra quem o conteúdo é escrito.
E vale dizer: este retrato é um ponto de partida, montado a partir do que você respondeu no início do trabalho. Conforme as mensagens começarem a chegar, a gente vai descobrir quem de fato aparece, e aí o avatar se ajusta ao que é real.
Seu posicionamento
Uma frase que resume tudo e serve de teste toda vez que aparecer uma ideia nova.
Ajudo mulheres que se anularam ao longo da vida a recuperar sua identidade, sua voz e o controle das próprias escolhas.
O tom é conversa na mesa de café: acolhedora, clara, entre iguais. Nunca professoral, nunca de cima. Você não explica psicologia. Você conversa com uma mulher que está cansada de se anular.
O núcleo, em uma linha
Você não ajuda mulheres a melhorar relacionamentos. Você ajuda mulheres a parar de se abandonar.
Isso apareceu no seu formulário, no documento de posicionamento e no avatar. Quando uma mensagem se repete em todas as fontes, é o núcleo da marca. Todo conteúdo, anúncio e página orbita isso.
O que sustenta isso não é só o assunto
Olhando catorze perfis, ficou claro que ninguém constrói autoridade só com título. Constrói com constância, com um recorte claro e com uma história que só aquela pessoa tem.
A sua história tem camadas que trabalham a seu favor, e todas verdadeiras. Quinze anos em gestão de pessoas e desenvolvimento humano antes da psicologia: você viu de perto a mulher que se anula no trabalho, não só no consultório, e isso quase nenhuma colega tem. A escuta que deixa a paciente à vontade pra ser quem é. E a proximidade: enquanto muitas psicólogas falam de forma técnica e distante, você fala como gente.
Nicho é ímã, não muro. O recorte afiado serve pra atrair o público certo e sustentar o valor da sessão. Não restringe quem você atende. Internamente a comunicação é cirúrgica; na prática clínica você continua atendendo quem chega.
Seus quatro pilares
Todo conteúdo cai em um destes quatro. A proporção é meta do mês, não regra de cada semana.
Relacionamentos e dependência 35%
Migalhas afetivas, padrões que se repetem, término, traição, casamento em crise, medo de ficar sozinha. É onde você tem mais casos, mais autoridade e mais paixão ao falar.
Formato: Reel falado com cena concreta na abertura.
Limites e posicionamento 25%
Dizer não sem culpa, parar de agradar todo mundo, sair da sobrecarga. É o pilar mais "acionável" e o que mais gera identificação imediata.
Formato: Reel falado ou carrossel de um passo concreto.
Autoabandono e identidade 25%
Não saber mais quem é, viver pros outros, ter deixado os sonhos pelo caminho. É a raiz dos outros dois e o que dá profundidade ao perfil.
Formato: Reel falado mais longo, legenda mais longa.
Sobrecarga e comida como válvula 15%
Esgotamento, carregar o mundo nas costas, descontar na comida. Presença leve, sem reivindicar especialidade formal.
Formato: carrossel ou Reel curto.
O que sai da headline
Ansiedade genérica, autoestima genérica, autoconhecimento genérico, "saúde mental feminina" e "psicóloga TCC" saem do topo. Não porque sejam errados, mas porque todo mundo fala isso e a paciente não busca abordagem, busca o problema que está vivendo. A TCC continua sendo sua abordagem e aparece no "Sobre" e quando o assunto pede. Só não é o cartaz da porta.
Isso é decisão de posicionamento, não de ética. Você continua livre pra falar de ansiedade, de esgotamento, de culpa ou de compulsão sempre que o assunto pedir. O que muda é que nenhum deles é o cartaz: o cartaz é a cena que a sua paciente vive.
Sobre a fé: uma decisão sua
Sua fé faz parte de quem você é, e a gente registrou no posicionamento que ela transparece no jeito acolhedor sem precisar ser dita. Nos catorze perfis, ela apareceu de três formas, e cada uma tem um custo diferente.
Como pilar de conteúdo. Um perfil de psicopedagoga usa "Bíblia & Neurociência" como método, misturando fé e técnica na mesma peça. Esse caminho está fora: o Conselho veda associar o título de psicóloga a vertente religiosa.
Declarada na bio profissional. Uma colega de BH escreve "Psicóloga, cristã, esposa, mãe" na primeira linha e nunca mais toca no assunto. Ela faz, mas isso não quer dizer que esteja liberado: a bio inteira é peça de publicidade profissional, e a fé ali fica ao lado do título, na mesma frase de apresentação. É zona cinzenta, e quem responderia por ela seria você. Minha recomendação é deixar de fora da bio.
Como pessoa, nos stories e nas respostas. Um "amém" respondendo a quem te abençoou no comentário, como você já faz. Domingo devagar num story, café e janela. Sem virar tema, sem entrar em peça de divulgação. É aqui que ela cabe com folga.
A fronteira do Conselho é clara: fé nunca se cola ao título nem vira método. Isso não te obriga a esconder nada de quem você é. Só define onde ela aparece: no cotidiano, não na vitrine.
Suas séries
Três séries com dia fixo e um quarto formato pra encaixar quando der. Esta é a maior oportunidade que encontramos: entre os catorze perfis analisados, nenhuma das psicólogas mantém uma série com nome e numeração. Quem faz isso cria expectativa: a pessoa passa a esperar seu conteúdo em vez de esbarrar nele.
E existe uma prova de que funciona, fora do nicho: uma criadora de conteúdo que a gente analisou mantém uma série chamada Pensamento Falado, numerada, já no episódio 129. É o único perfil dos catorze com série de verdade, e os três maiores números do perfil dela são todos episódios dessa série. Ela não tem dia fixo, e é justamente aí que a sua pode ser melhor.
Antes de tudo, a estrutura que vale pras quatro
Todo conteúdo seu tem três partes, nesta ordem. É o que faz ele funcionar, e é o que a maioria dos perfis erra por começar direto pela terceira.
- Ela se reconhece
Você descreve uma cena que ela vive. Nada de "hoje vou falar sobre limites". A cena faz ela parar e pensar "isso sou eu".
- Você prova que sabe
Uma história curta que mostra que aquilo tem saída e que não é só ela. Nunca caso de paciente: é observação do consultório em geral, é a sua experiência de quinze anos em gestão de pessoas, ou é algo seu.
- Você explica
Só agora vem o entendimento: por que aquilo acontece. Uma ideia por conteúdo.
Se você começar pela terceira parte, ela nem chega lá. Se parar na primeira, ela se identifica e segue a vida. As três juntas fazem ela pensar "isso é sobre mim, ela entende disso, e talvez funcione comigo".
Mesa de café
Reel falado · 45 a 60 segundos · você olhando pra câmera · capa com a frase da cenaUma cena concreta que a sua paciente vive, contada como se ela estivesse sentada na sua mesa tomando um café. É o nome do seu tom de voz, e por isso a série leva o nome.
- A cena 5 a 8s
A situação e o que ela sente ali, junto. - A prova 10 a 15s
A história curta. Mostra que não é só ela. - O que está por trás 15 a 25s
O mecanismo, em linguagem de mesa de café. - A virada e a chamada 8 a 10s
O que muda quando ela percebe, e o convite.
Um episódio pronto, pra você ver funcionando
Capa: "Você ensaiou o não no banho."
[A cena] Você ensaiou o não no banho. Na hora, saiu um sim. E passou o resto do dia com raiva de você mesma.
[A prova] Antes de ser psicóloga, eu passei quinze anos em gestão de pessoas. E eu vi muita mulher aceitar o projeto de sexta às seis da tarde com o mesmo sorriso. Depois ficava até tarde, reclamava sozinha no carro, e no dia seguinte aceitava de novo. Nenhuma delas era fraca. Todas eram as mais competentes da sala.
[O que está por trás] Porque o sim automático não vem de fraqueza, vem de treino. Em algum momento você aprendeu que dizer sim era o jeito de continuar sendo querida, e o corpo aprendeu junto: a garganta fecha antes da palavra sair.
[A virada e a chamada] Perceber isso não faz o próximo não sair fácil. Faz ele sair. Manda pra uma amiga que precisa ouvir isso.
Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128
- Ele pergunta o que você tem, você diz "nada", e se magoa quando ele acredita
- Você ensaiou o não no banho. Na hora, saiu um sim
- Ele mandou mensagem depois de três semanas e você respondeu em um minuto
- Você sabe o que todo mundo da casa gosta de comer. E o que você gosta?
- Vocês não brigam mais. E isso não é paz
Pequenos passos
Carrossel de 5 a 8 telas · ou Reel de 30 a 45 segundos, quando o passo couber numa falaUm passo pequeno e concreto por semana. Não é receita nem tratamento: é um exercício de percepção que ela consegue fazer sozinha, do tipo "reparar quantas vezes você pede desculpa num dia". A expressão "pequenos passos" já aparece nas suas legendas, então o nome é seu.
Os dois formatos valem, e a escolha é sua na semana. Carrossel quando o passo tiver etapas ou quando a semana estiver apertada, porque não depende de gravar e é o que a pessoa salva. Vídeo quando o passo couber numa fala só, porque aí ele alcança mais gente. Nenhum dos catorze perfis entrega "o que fazer" de forma consistente: quase todos só explicam. Este é o espaço vazio.
- O passo, em uma linha
Na capa do carrossel ou nos primeiros segundos do vídeo. "Um não pequeno essa semana." - A cena onde ele cabe
A situação concreta em que ela costuma dizer sim sem querer. - A prova
Uma linha ou duas: "tem mulher que leva meses pra dar o primeiro, e o primeiro é sempre o mais difícil." - Como fazer
Uma ação por tela, ou uma sequência curta na fala. Sem justificar demais. - O que costuma acontecer
Sem promessa: "a primeira vez é estranha, a segunda é menos." - A chamada e a assinatura
"Salva pra lembrar quinta que vem", mais a linha do CRP.
- Conta quantas vezes você pediu desculpa hoje. Só conta
- Antes de dizer sim, três segundos e uma pergunta: eu quero?
- Uma coisa que você gostava de fazer antes de ter que cuidar de todo mundo
- Escreve o que você diria pra uma amiga na sua situação. Agora lê em voz alta pra você
- Um "não" pequeno essa semana. Escolhe qual
Caixinha
Story com a caixinha na sexta · resposta em vídeo ou em texto, no story · o que render melhor vira post no feedVocê abre a caixinha de perguntas no story e responde ali mesmo. A resposta é sempre geral sobre o assunto, nunca avaliação da situação de quem perguntou. Seu destaque "Dúvidas" já existe: esta série é ele ganhando ritmo e nome.
É a série de menor esforço das quatro. A pauta vem pronta do seu público, a própria caixinha já é o gancho e não precisa de roteiro. É a válvula pras semanas em que a gravação não acontece como planejado, e ainda te mostra o que a sua audiência quer saber.
O título é fixo, e isso é de propósito
O sticker vai sempre com a mesma frase: "Vamos conversar?". Nada de "manda sua dúvida sobre ansiedade" nem tema da semana. Título fixo e atemporal faz duas coisas: vira marca, porque a pessoa reconhece a caixinha antes de ler, e deixa a pergunta aberta, porque ela escreve o que está vivendo em vez de responder a um tema que você propôs.
- Story é story: some em 24 horas. A caixinha vai ao ar na sexta e fica só aquele dia
- É normal não vir pergunta nenhuma no começo. Ninguém ainda tem o hábito, e o hábito leva algumas semanas pra existir. Não é sinal de que não funciona
- Enquanto isso você mesma semeia: o GPT gera as perguntas, escritas do jeito que o seu público perguntaria. É só pedir @caixinha e o tema
- As perguntas boas você guarda. Elas viram os episódios das próximas semanas, no seu tempo
- O destaque "Caixinha" guarda o que foi respondido, e é ele que fica disponível o mês inteiro
- A que render melhor vai pro feed. Quando uma resposta gerar reação, ela vira Reel ou carrossel: o trabalho já está feito e o tema já provou que interessa
- A própria caixinha na tela no topo
Você mantém o sticker da pergunta no story e responde por cima. Não precisa de print recortado: a caixinha já vem posicionável. - A resposta no geral 20 a 30s, ou 3 telas
Sobre o tema, nunca sobre a vida de quem perguntou. - O limite dito com naturalidade 5s
"Cada história é uma, e isso é conversa de consultório." - A chamada 3s
"A caixinha abre toda sexta, pode mandar."
Vídeo ou texto: os dois valem
Não existe obrigação de gravar. Em dia de voz cansada ou de agenda cheia, o texto resolve e às vezes rende mais, porque a pessoa lê sem som e sem pressa. Quatro versões da mesma resposta, com o que muda em cada uma.
A pergunta que pede resposta
Reel falado de 30 a 50 segundos · o pedido de comentário vem dentro do vídeo, não só na legendaNão é uma quarta série, é um formato que você encaixa em qualquer semana. A diferença pros outros é o motor: aqui o objetivo não é alcance, é comentário e compartilhamento. Você descreve uma cena, conta o que costuma estar por trás e termina pedindo pra pessoa contar a situação dela nos comentários.
Funciona porque a mulher que se reconhece quer dizer "eu também", e dizer isso em público, ao lado de outras mulheres dizendo o mesmo, é exatamente o alívio que ela procura. E cada comentário desses é assunto pronto pra um próximo conteúdo.
- A cena 5s
A situação concreta, em segunda pessoa, como em qualquer episódio de Mesa de café. - O contexto 10 a 15s
Por que isso é tão comum. Uma das três fontes de história, nunca caso de paciente. - A virada 10s
O que muda de lugar quando ela enxerga isso. Pode contrariar o senso comum, e costuma funcionar melhor quando contraria. - O pedido, falado 5 a 8s
"Me conta aqui nos comentários uma situação em que isso aconteceu com você." Falado dentro do vídeo, com o texto na tela junto. Na legenda, repetido em uma linha.
- Carga mental. "Cansada de fazer, ou cansada de ser a que decide tudo?" · Me conta qual decisão invisível mais pesou na sua semana.
- Descanso com culpa. "Você senta no sofá e a sua cabeça começa a cobrar." · Comenta uma vez em que você tentou descansar e a culpa não deixou.
- Dar conta de tudo. "Dar conta de tudo tem um preço, e ele não aparece na lista de tarefas." · Comenta a última cobrança que você largou pra conseguir respirar.
- Engolir sapo. "Você disse que estava tudo bem e passou o dia com a garganta apertada." · Comenta uma situação em que você queria ter dito um basta.
- Identidade. "Guarda-roupa cheio e nenhuma roupa combina com quem você é hoje." · Comenta como está a sua relação com o espelho nessa fase.
- Pensamento acelerado. "O corpo apagou. A cabeça resolveu revisar 2015." · Comenta a coisa mais aleatória que a sua cabeça já trouxe de madrugada.
⚠️ Cuidado: o que muda na hora de responder
Esse formato traz relato pessoal pro comentário, e isso é o objetivo. Só que a resposta continua sendo acolhimento, nunca avaliação: "essa sobrecarga é real mesmo, obrigada por dividir aqui". Se alguém trouxer algo pesado, você leva pro direct em vez de responder ali. O roteiro completo está em .
As três regras que fazem a série funcionar
1. Mesmo dia, sempre. Terça, quinta e sexta. É o que cria hábito em quem assiste.
2. Sempre numerado, e sempre discreto. "ep. 4" na primeira linha da legenda resolve. Se for pra capa, entra pequeno, em Montserrat, num canto, do tamanho de uma assinatura. O número serve pra dar a sensação de série, não pra competir com a frase: capa com número grande vira cartaz de curso.
3. Mesmo estilo de capa, e não a mesma capa. Não é repetir a mesma imagem nem o mesmo fundo. É manter a mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, sobre um frame diferente a cada episódio. O que se repete é o detalhe discreto que faz a pessoa reconhecer sua série passando o dedo pelo feed.
Se quiser, um assunto por mês
Uma ideia opcional, pra quando a rotina já estiver rodando: deixar um dos quatro pilares puxar a maioria dos episódios do mês. Setembro limites, outubro relacionamentos, e assim por diante. Uma das colegas que analisamos fecha o mês com "Agosto inteiro falamos sobre silêncio", e funciona porque quem chega no meio entende o assunto e quem acompanha sente que o perfil vai a algum lugar.
Não precisa começar por aí. Se atrapalhar mais que ajudar, escolha os temas semana a semana e pronto.
Ganchos e legendas
As duas coisas que mais travam quem produz sozinha não são gravar nem editar: é decidir como começar o vídeo e o que escrever embaixo. Esta aba existe pra você abrir, escolher e ir gravar.
O que o Instagram faz com o seu vídeo
O Instagram testa cada publicação com um grupo pequeno primeiro. O que ele observa nesse teste decide se mostra pra mais gente ou não. Na prática, três coisas mandam:
1. Se a pessoa parou de rolar. É o trabalho dos três primeiros segundos, falados ou escritos na tela.
2. Se ela se reconheceu. Identificação é o que faz ficar até o fim, comentar e salvar.
3. Se ela mandou pra alguém. Compartilhamento é o sinal mais forte que existe, porque é a pessoa colocando a reputação dela junto.
Por isso este guia insiste tanto em cena concreta. "Ansiedade nos dias atuais" não faz ninguém parar, não gera reconhecimento e ninguém manda pra amiga. "Você ensaiou o não no banho" faz as três coisas de uma vez.
O que faz um gancho funcionar
Esqueça contar palavra. O que separa um gancho bom de um ruim é a presença de pelo menos um destes gatilhos nos primeiros segundos.
Conflito que todo mundo reconhece
Uma dor que a maioria já viveu ou teme: ser trocada, ser esquecida, aceitar pouco, se anular. Não precisa ser dramática, precisa ser comum. "Vocês não brigam mais. E isso não é paz."
Contraste
Dois opostos lado a lado na mesma frase. É o gatilho mais fácil de aplicar e o mais subusado. O "mas" costuma ser o atalho. "Ele sumiu três semanas. Você respondeu em um minuto."
Curiosidade que só fecha no fim
Uma pergunta implícita que ela quer ver respondida. Se a frase entrega tudo, não sobra motivo pra ficar. "Tem uma pergunta que mora em você e não vai embora."
Reconhecimento imediato
Um detalhe tão específico que ela pensa "como você sabe disso?". Detalhe genérico não prende; detalhe concreto prende. Compare "você se sente sobrecarregada" com "você pede desculpa oito vezes por dia e chama isso de educação".
Quebra de expectativa
Negar algo que todo mundo repete. Funciona porque ela esperava a frase seguir de um jeito e ela vira. "Dizer não não é falta de amor. É o contrário."
O teste rápido, em vez de contar palavras: leia o gancho em voz alta e pergunte se ele cabe numa mensagem de WhatsApp pra uma amiga. Se couber e ela entender sem contexto nenhum, está bom. Se precisar de explicação antes, ainda não é gancho.
O que gasta os três segundos à toa
"Oi gente" · "hoje eu vim falar sobre" · "a importância da terapia" · "ansiedade nos dias atuais" · "presta atenção nesse vídeo" · "vou te contar um segredo" · "poucas pessoas sabem disso".
Todos têm o mesmo problema: anunciam que vem conteúdo em vez de já entregar a cena. Quem está rolando o feed não espera o anúncio acabar.
Quinze ganchos prontos
Escritos nas frases que a sua paciente usa de verdade. Dá pra usar como estão ou trocar o detalhe da cena.
"Você ensaiou o não no banho. Na hora, saiu um sim."
"Você disse sim de novo. E passou o resto do dia com raiva de você mesma."
"Ele mandou mensagem depois de três semanas e você respondeu em um minuto."
"Você sabe o que todo mundo da casa gosta de comer. E o que você gosta?"
"O nome mudou. A história é a mesma. É a terceira vez que você conta isso pra sua amiga."
"Alguém pergunta do que você gosta e você responde do que seus filhos gostam."
"Você faz tudo sozinha e ainda pede desculpa por estar cansada."
"Não era fome. Você sabia que não era fome quando abriu o armário."
"Vocês não brigam mais. E isso não é paz."
"Você pensou em fazer algo só pra você e a primeira coisa que veio foi culpa."
"Faz seis meses e você ainda checa se ele viu o story."
"Você prefere um relacionamento ruim a um sábado à noite sozinha. E sabe disso."
"Dizer não não é falta de amor. É o contrário."
"A frase que eu mais ouço no consultório: eu nem sei mais do que eu gosto."
"Você não precisa saber o que quer. Só precisa parar de fingir que está tudo bem."
Repare que nenhum dos quinze usa "abusivo", "narcisista", "tóxico" nem qualquer rótulo. A cena faz o trabalho do rótulo, sem diagnosticar ninguém, nem a paciente nem o parceiro. E nenhum promete nada. É assim que o gancho segura e continua dentro dos seus cuidados.
O gancho também é escrito, não só falado
Boa parte de quem te assiste está com o som desligado, rolando o feed na fila do mercado ou com alguém dormindo do lado. Se o seu gancho só existe na fala, pra essas pessoas os três primeiros segundos passam em branco. Todo Reel e todo story têm duas aberturas: a falada e a escrita. São a mesma ideia, em dois canais.
- O que escrever
A mesma cena, encurtada até caber em duas linhas. Nunca o tema. Se o gancho falado é "Você ensaiou o não no banho, e na hora saiu um sim", na tela vai "Você ensaiou o não no banho." e pronto. A tela dá o começo; a sua voz completa.
- Quando repete a fala e quando diz outra coisa
Repetir é o padrão e funciona: reforça e não confunde. Só vale variar quando a frase falada é longa demais pra caber: aí o texto fica com o pedaço mais concreto e a fala segue inteira. O que não pode é o texto dizer uma coisa e a fala dizer outra, porque aí a pessoa lê e ouve em paralelo e não fica com nenhuma das duas.
- Quanto tempo fica
Do primeiro frame até você terminar a cena, uns três a cinco segundos. Se a frase for bem curta, pode ficar o vídeo inteiro sem incomodar, e ainda ajuda quem chegou no meio. O que atrapalha é texto que entra e sai piscando.
- Onde fica
Sempre no mesmo lugar, no terço superior ou central do quadro, dentro da área útil. Longe do topo, da base e da lateral direita, senão a interface engole. O desenho das faixas está em .
- Não confunda com a legenda automática
São coisas diferentes e as duas precisam existir. A legenda automática é acessibilidade: acompanha o vídeo inteiro, fonte pequena, embaixo, e serve pra pessoa entender sem som. O gancho escrito é uma frase só, grande, parada, no começo, e serve pra fazer a pessoa parar. Uma não substitui a outra.
Um teste rápido: tire o som e assista os três primeiros segundos. Se você entendeu do que se trata e deu vontade de continuar, o gancho escrito está fazendo o trabalho. Se ficou só o seu rosto se mexendo, falta a frase.
A estrutura de legenda
A mesma para tudo, com quatro partes. A legenda não compete com o vídeo, ela continua o vídeo: é onde quem se interessou vai buscar o resto.
- Uma linha de gancho
A cena, ou a quebra de expectativa. É a única linha que aparece antes do "mais", e é ela que decide se a pessoa expande a legenda.
- Duas a quatro linhas do que está por trás
O mecanismo, em linguagem de mesa de café. Sem TCC, sem distorção cognitiva, sem ressignificação. Você já sabe escrever assim.
- Uma linha de virada
O que muda quando ela percebe. Direção, não promessa.
- Uma chamada e, quando fizer sentido, a assinatura
Salvar, mandar pra uma amiga, comentar ou, em um a cada quatro posts, o convite pra conversa: "se você quiser falar sobre isso com calma, o link está na bio". A linha Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128 fecha a legenda quando a peça divulga o seu trabalho. Story solto, bastidor e resposta de comentário não precisam dela: a identificação já está na bio e na sua logo. Detalhe em .
A credencial nunca é narrada no vídeo. Você não fala "sou a psicóloga Ana Frois, CRP tal" na abertura: isso gasta os três segundos mais valiosos do Reel e não é exigido em lugar nenhum. Ela vive na legenda ou na sua logo em marca d'água no canto da peça.
Legenda curta não é erro. Em Reel de fala, o vídeo já entrega o conteúdo, e às vezes uma linha basta. A estrutura completa vale mais no carrossel e no card de frase, onde a legenda é que carrega o peso. O que não funciona é legenda curta e genérica, do tipo "importância da terapia": aí ela não continua o vídeo nem convida pra nada.
O GPT escreve nessa mesma estrutura
Não precisa decorar nada disso. O assistente de pauta usa a mesma estrutura de legenda e os mesmos gatilhos de gancho, e devolve tudo já pronto. Ele existe pra você não precisar consultar esta aba toda vez.
Abrir o GPT da AnaO convite que ninguém faz
Nos catorze perfis, nenhum convida pra atendimento no conteúdo. Nenhuma legenda, nenhuma capa. E o resultado aparece nos comentários: quase ninguém pede consulta. O único perfil em que apareceu um pedido explícito respondeu na hora e levou pra conversa privada.
Você já faz isso nos comentários ("me chama no direct"). A proposta é levar pra legenda, com calma e sem urgência: um post em cada quatro fecha com o convite. Sem "vagas limitadas", sem "última semana", sem preço. Só a porta aberta. O roteiro do que fazer depois que ela responde está em .
Um exemplo por pilar
Relacionamentos e dependência
Ele mandou mensagem depois de três semanas e você respondeu em um minuto.
Não é falta de amor próprio. É que em algum momento você aprendeu que qualquer migalha era melhor do que o silêncio, e que esperar doía mais do que aceitar pouco. O problema é que aceitar pouco ensina o outro a dar pouco.
Perceber isso não faz você parar de responder amanhã. Mas faz a próxima resposta demorar um pouco mais, e às vezes é só isso que precisa mudar primeiro.
Manda pra uma amiga que precisa ouvir isso.
Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128
Limites e posicionamento
Dizer não não é falta de amor. É o contrário.
Quem diz sim pra tudo não está cuidando de ninguém: está evitando o desconforto de decepcionar. E o preço disso é acumular uma raiva que não tem pra onde ir, até virar cansaço, dor no corpo ou uma explosão que ninguém entende.
O primeiro não costuma sair torto. O segundo sai menos.
Salva pra lembrar na próxima vez que alguém pedir.
Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128
Autoabandono e identidade
Você sabe o que todo mundo da casa gosta de comer. E o que você gosta?
Essa pergunta parece boba e trava muita gente. Porque a resposta não é sobre comida: é sobre quanto tempo faz que você não se pergunta o que você quer. Anos cuidando de todo mundo ensinam a gente a não ter preferência, e uma hora a gente acredita que não tem mesmo.
Voltar a se escolher começa em coisa pequena. Às vezes começa no almoço.
Se você quiser conversar sobre isso com calma, o link está na bio.
Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128
Sobrecarga e comida como válvula
Não era fome. Você sabia que não era fome quando abriu o armário.
Quando a gente engole tudo o dia inteiro, o sim que não queria dar, a raiva que não pôde mostrar, o cansaço que ninguém perguntou, alguma coisa precisa sair. E a comida é a válvula mais fácil, porque está ali e não julga.
A questão não é o armário. É o que ficou engolido antes dele.
Me conta se você se reconheceu nisso.
Psicóloga Ana Frois · CRP 04/74128
Repare que nenhuma das quatro promete resultado nem usa termo técnico, e a terceira convida sem pressionar. Essa é a forma da legenda funcionar e continuar dentro dos seus cuidados ao mesmo tempo.
Bio, campo nome e destaques
A bio é o único lugar do perfil onde o posicionamento precisa estar escrito com todas as letras. É o que a pessoa lê antes de decidir te seguir.
Sua bio hoje
👩🏻⚕️ Ana Frois
💻 Online e presencial (Contagem)
📲 Agendamentos no whatsapp ⬇️
Duas coisas faltam aqui. A primeira é o número do CRP, que o Conselho pede em toda publicidade profissional e a bio é a peça mais visível de todas. Você não está sozinha nisso, sete dos catorze perfis analisados também não têm o registro em lugar nenhum, mas é o ajuste mais barato e mais importante do perfil inteiro. A segunda é a linha que diz pra quem você fala.
A proposta
Nome do perfil: Psicóloga Online · Ana Frois | Categoria: Psicóloga
2Para mulheres que se anularam e querem voltar a se escolher
3Online 💻 | 🧠 TCC
4Fale comigo 👇
A linha 1 é a identificação que o Conselho pede, e o "Psicóloga" já vem no nome do perfil logo acima. A linha 2 é o posicionamento inteiro: é a frase que hoje só existe no site, e é ela que faz a diferença pra quem chega. A linha 3 informa modalidade e abordagem sem ocupar o topo, porque a paciente não busca por TCC, busca pelo problema dela. A linha 4 é a porta.
A bio inteira é peça de publicidade profissional, e o Conselho veda associar o título de psicóloga a vertente religiosa. Mesmo numa linha separada, ela fica ao lado do título na mesma apresentação, e quem responderia por isso seria você. Por isso a proposta deixa a bio só com o profissional. A fé continua aparecendo onde ela já aparece hoje e onde cabe com folga: nos stories e nas suas respostas.
Por que o nome do perfil importa
O nome do perfil, aquela linha em negrito acima da bio, é pesquisável dentro do Instagram. Quem digita "psicóloga online" na busca pode chegar em você por ele, e o @ sozinho não faz isso. Por isso ele começa por "Psicóloga Online": é o termo que a pessoa realmente digita.
Uma vez definidos o nome e o @, o ideal é deixar quietos. Cada troca reinicia o reconhecimento de quem já te viu e desatualiza o que estiver impresso ou publicado por aí. O Instagram inclusive limita a duas trocas de nome a cada quatorze dias. Escolhe uma vez e deixa.
Os destaques
Poucos e funcionais valem mais que muitos e temáticos: um dos perfis que olhamos tem quatorze destaques e ninguém acha nada. Os seus seis atuais viram estes sete, nesta ordem.
Comece aqui
Sua apresentação: quem é, pra quem, como funciona. É o "Sobre mim" renomeado.
Como funciona
Online, presencial, endereço, como agendar. "Serviços" e "Atendimento" juntos.
Mesa de café
O arquivo da série de terça, pra quem chegou depois.
Pequenos passos
O arquivo da série de quinta. O que a pessoa salva e volta.
Caixinha
É o "Dúvidas" com o nome da série.
Feedback
Fica, e eu recomendo manter. É prova social sem ser peça de venda.
Palestras
Temas, empresas e espaços onde você já falou. Separado do consultório de propósito.
Sobre o "Feedback": mantenha. O que estiver dentro segue a mesma regra do seu carrossel de relatos, que já está correta: sem nome, sem foto, sem print de conversa. O destaque "Stories" sai, porque story antigo sem tema não ajuda quem chega.
As capas, feitas uma vez só
Sete capas na mesma linguagem, criadas de uma vez e nunca mais tocadas: fundo creme, lilás ou verde água da sua paleta, o nome do destaque em fonte serifada pequena, centralizado. Sem ícone, sem foto, sem cor diferente em cada uma.
É o detalhe que faz o topo do perfil parecer organizado antes mesmo da pessoa rolar o feed. E é tarefa de vinte minutos que rende por anos.
Os três fixados
Os posts fixados são a vitrine de quem chega pela primeira vez. Hoje os seus são o carrossel de serviços, a peça de palestras e uma foto de apresentação de 2025. A proposta é usar os três de propósito:
1. Um Reel de apresentação novo: quem você é, pra quem você atende, como funciona. É o mesmo do destaque "Comece aqui".
2. O melhor episódio de Mesa de café.
3. O melhor episódio de Pequenos passos.
Assim quem chega entende em dez segundos quem você é e o que esperar do perfil. Os dois últimos vão trocando conforme aparecer um episódio melhor. O primeiro fica. A peça de palestras vai pro destaque "Palestras", onde quem procura palestra vai achar.
O Reel de apresentação
É o único post que funciona como documento: fica fixado, entra no destaque "Comece aqui" e é o que a pessoa assiste antes de decidir te seguir ou te chamar. Vale caprichar nele, porque ele não vence e trabalha o ano inteiro. A gente monta a estrutura dele separado, com calma.
Seu ritmo
Olhando os catorze perfis, a conclusão é que volume não é o que separa quem constrói autoridade de quem não constrói. Formato é. A proposta aqui é um piso que sustenta as séries, e o volume acima dele é você quem decide.
Alcance e agenda não são a mesma coisa
Em todos os catorze perfis, o conteúdo que dá número não é o que traz paciente. O número vem de cena de filme, meme e trend. A confiança vem de vídeo falado, em primeira pessoa, com a sua cara, e é sempre a faixa de menor alcance.
Uma colega de BH tem um Reel de 114 mil visualizações com 5 comentários, e outro de 1.386 visualizações com 34 comentários e "super recomendo". O segundo é o que enche agenda. Por isso este guia não te pede pra fazer meme nem recortar novela. Te pede pra falar, olhando pra câmera, do que você sabe.
A semana
Três slots fixos por semana: Mesa de café na terça, Pequenos passos na quinta e a Caixinha na sexta. A caixinha custa muito menos que as outras duas, porque vive no story e a pauta vem pronta de quem pergunta. Fim de semana continua livre: um card de frase, um conteúdo de comentário ou nada, sem culpa. Stories do jeito mais solto possível.
Semana difícil? Terça e quinta são a prioridade, e a caixinha é a primeira a cair. O piso continua sendo dois no feed, e dois ainda mantêm as séries vivas.
Isso é ponto de partida, não regra
Nada aqui é definitivo. Dias, horários, quantidade, formato, temas e até os nomes das séries são hipóteses baseadas no que funciona em perfis parecidos com o seu. O que decide é o teste.
Se depois de algumas semanas os vídeos de terça renderem mais que os de quinta, a gente inverte. Se o carrossel funcionar melhor que o Reel num tema, esse tema vira carrossel. Se três por semana for demais, dois por semana feito com constância vale mais que três feitos com culpa.
A única coisa que não é hipótese é a constância. Perfil que some por um mês recomeça do zero toda vez, e isso apareceu com clareza nos perfis que analisamos: os que oscilam entre picos e sumiço têm sempre o pior desempenho por publicação.
E as trends?
Trend é áudio, formato ou brincadeira que está circulando e que o Instagram distribui melhor por um tempo. Entrar numa de vez em quando não estraga nada. O erro é achar que precisa entrar em todas, ou que ficar de fora significa ficar pra trás.
Três perguntas antes de entrar em uma:
1. A trend cabe numa cena da sua paciente? Se o áudio serve pra falar de dizer não, de migalha, de cansaço, ela cabe. Se você precisa forçar o tema pra encaixar, não cabe.
2. Você faria isso numa conversa de mesa de café? Esse é o teste do seu tom. Dublagem de novela, dancinha e piada de deboche não passam nele, e o custo não é ético, é de posicionamento: o número sobe e a agenda não.
3. O áudio ou o gesto te representa? Trend é linguagem emprestada. Se você assiste e pensa "não sou eu", a sua audiência vai pensar o mesmo, e conteúdo que soa fora de personagem derruba confiança mais rápido do que ganha alcance.
O que não entra, porque esbarra em Cuidados: trend que debocha de sofrimento, trend de autodiagnóstico ainda que em tom de piada, e trend que só funciona se você rotular alguém. Esses três não são questão de gosto.
E uma escolha prática, que não é regra: áudio com direito autoral. Não tem nada de errado em usar, mas o vídeo perde a possibilidade de virar anúncio depois. Se for um conteúdo que você acha que pode impulsionar um dia, prefira áudio livre.
Fora isso, se você achar graça e couber na cena, faz. Uma por mês já cumpre o papel.
Um domingo por mês vale mais que um post por dia
Sua paciente busca no Google domingo à noite, depois de uma briga ou de uma crise. É o dado do seu avatar, e bate com o comportamento de busca que a gente vê nos anúncios. Isso não pede post no domingo: pede que o conteúdo da semana esteja lá quando ela procurar, salvo, no destaque, fácil de achar. Por isso as séries têm arquivo no destaque e por isso o carrossel salvável importa.
Cardápio de stories
Story diário parece muito até virar rotina. Estes oito resolvem qualquer dia sem exigir ideia nova, e a maioria leva menos de um minuto.
Caixinha de perguntas
Toda sexta, sempre com o mesmo título fixo: "Vamos conversar?". Alimenta a série e não envelhece.
A frase da terça
A cena do episódio de Mesa de café em texto sobre fundo creme. Puxa pro Reel.
Enquete de um não
"Você diria não nessa situação?" com uma cena. Além de engajar, te diz o que gravar depois.
Consultório, sem ninguém
A cadeira, a luz, o café antes da primeira sessão. Nunca paciente, nunca agenda com nome.
Repost do arquivo
Um episódio antigo bom com "quem chegou agora não viu esse".
O que estou lendo
Livro, capítulo, uma frase que te pegou. Prova de estudo sem falar de estudo.
Bastidor de gravação
O tripé, o erro, a terceira tentativa. Humaniza e custa zero.
Domingo devagar
Café, janela, o que te sustenta. É onde a fé aparece com naturalidade, se você quiser.
Gravação em lote
Uma sessão de duas horas rende de três a cinco Reels. É muito mais eficiente que tentar gravar toda semana e resolve quinze dias de uma vez. antes de ligar a câmera: a cena, a prova, o que está por trás. Grava tudo seguido, sem trocar de roupa, no mesmo cantinho.
E foto solta não rende: todo post estático vira carrossel de cinco a oito telas, ou card de frase. Dá quase o mesmo trabalho e a pessoa passa muito mais tempo ali. Seu post com mais comentários é um carrossel, então isso você já viu funcionar.
Na hora de gravar e editar
Celular bom, luz boa e áudio limpo ganham de câmera cara mal usada. Você já grava olhando pra câmera e já tem cenário. O que mais importa está tudo aqui.
Grave na câmera do celular, não dentro do aplicativo
Gravar direto no Instagram, no TikTok ou no CapCut comprime o vídeo na hora e você perde qualidade que não volta. Grave sempre na câmera nativa do celular, na melhor resolução que ele oferecer, e leve o arquivo pro editor depois. O vídeo original também fica salvo pra você reaproveitar.
As zonas seguras do quadro
O Instagram cobre partes do seu vídeo com a própria interface: em cima o nome do perfil e o botão de fechar, embaixo a legenda e o áudio, na direita os botões de curtir, comentar e compartilhar. O que cair debaixo dessas faixas some. Os dois desenhos abaixo mostram a mesma coisa: o esquema limpo e o esquema aplicado num frame de verdade.
- O quadrado central é onde o seu rosto precisa estar. Nem colado no topo nem no canto: no terço de cima da área útil, com folga em volta.
- A linha tracejada é a altura dos seus olhos. É o ponto que o olho de quem assiste procura primeiro, e ele deve cair mais ou menos no terço superior do quadro, nunca no meio exato nem lá embaixo.
- A faixa rosa é onde a legenda do vídeo vai aparecer. Não coloque texto seu nem deixe o queixo ali: uma coisa vai cobrir a outra.
- A área de baixo é onde entra um texto fixo ou a sua logo, quando você quiser. Discreta, no mesmo canto sempre, e nunca o seu @ escrito: a logo já identifica a peça e fica bem mais limpa.
Isso é mira, não é régua
O segundo desenho é de propósito um enquadramento que não bateu certinho, e ele continua funcionando. Se na hora de gravar o rosto ficar um pouco alto, o texto um pouco fora do lugar ou a luz não estiver perfeita, publica assim mesmo.
Essas marcações existem pra você ter uma referência quando estiver montando o cantinho de gravação, não pra você conferir milímetro antes de cada vídeo. O erro que custa caro é não postar. O enquadramento torto ninguém repara, e ele melhora sozinho na terceira ou quarta gravação, quando o lugar já estiver marcado no chão.
Um truque barato pra acertar o enquadramento
A câmera de trás do celular é sempre melhor que a da frente, e o problema é que você não se vê enquanto grava. Resolve com um espelho redondo pequeno na traseira do celular: adesivo, magnético ou já embutido na capinha. Você grava na câmera boa e continua enxergando se o rosto está no lugar certo. Custa entre dez e trinta reais e está em .
- Rosto iluminado de frente, nunca contra a luz
Luz de janela é o plano A durante o dia. Luz artificial entra à noite ou em dia fechado.
- Um cantinho fixo
O mesmo lugar do consultório, com o mesmo fundo, sempre que der. Isso vira sua assinatura visual sem precisar de nada, e acaba com a fricção de montar cenário toda vez.
- O gancho está nos três primeiros segundos
A cena, falada, sem "oi gente" antes. É a parte mais importante do vídeo inteiro.
- Áudio limpo
Ambiente em silêncio ou lapela ligada. Vídeo com áudio ruim não performa, por melhor que seja o conteúdo.
- Um estilo de capa, com liberdade dentro dele
A mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, e o frame muda a cada episódio.
- Sua logo no canto
Só a logo já resolve a identificação visual da peça. Discreta, sempre no mesmo canto, e sempre a mesma. O arquivo está em .
O kit que vale comprar
Você não precisa de câmera. Precisa de áudio e luz, nessa ordem, porque são os dois problemas que a edição não conserta depois. Três faixas de preço em cada, todos com entrada compatível com Android. Os valores são referência, não cotação: confira na hora, porque variam bastante.
Microfone de lapela sem fio
Hollyland Lark A1
Dois transmissores e um receptor, tudo dentro do estojo que também carrega. Sem aplicativo e sem configuração: encaixa e grava. Resolve com folga o áudio de fala sentada.
Faixa aproximada de R$ 300 a R$ 400DJI Mic Mini
Bem pequeno, cancelamento de ruído em dois níveis e bateria que dura o dia inteiro de gravação. Pelo mesmo preço do anterior, entrega mais. É o mais recomendado pra quem grava sozinha e não quer pensar em ajuste.
Faixa aproximada de R$ 300 a R$ 400Hollyland Lark M2
Do tamanho de um botão, quase invisível na roupa, com opção de prender por ímã ou por cordão. É o mais discreto do mercado e o que menos aparece no vídeo.
Faixa aproximada de R$ 600 a R$ 700Na hora de comprar, confirme que o receptor é USB-C e compatível com Android. Todos os três têm versão para iPhone, com conector diferente e nome quase igual, e é o erro mais comum nessa compra.
Iluminação
Tomate MLG-117RGB
Iluminador pequeno e recarregável, com temperatura de cor ajustável. Não faz milagre, mas resolve a gravação sentada num ambiente que já tem alguma luz. É o menor investimento possível que ainda melhora o vídeo.
Faixa aproximada de R$ 70 a R$ 90Ulanzi VL120
Do tamanho de um celular, com bateria interna, difusor de silicone incluso e faixa de cor de 2500K a 9000K. O difusor é o detalhe que importa: ele espalha a luz e tira a sombra dura do rosto. Cabe na gaveta e não monta cenário.
Faixa aproximada de R$ 190 a R$ 250Ulanzi LT003
Painel de 10 polegadas, bem maior que os outros dois. Área grande de luz é o que deixa o rosto mais suave e mais parecido com luz de janela. Precisa de um tripé e de um lugar fixo pra ficar.
Faixa aproximada de R$ 200 a R$ 300Os três têm temperatura de cor ajustável. Regule sempre no tom mais quente, perto de 3200K, e ignore o modo RGB colorido: ele existe pra outro tipo de conteúdo. Luz branca azulada deixa o consultório com cara de clínica e briga com a sua paleta.
E um item barato que vale mais que os dois
A câmera de trás do celular é bem melhor que a da frente, e o único motivo de ninguém usar ela é não conseguir se ver enquanto grava. Um espelho redondo pequeno na traseira do celular resolve isso e custa entre dez e trinta reais.
Existem em três formatos: o adesivo, que você cola ao lado da lente; o magnético, que gruda e sai quando quiser se o seu celular ou a capinha tiverem MagSafe; e a capinha que já vem com o espelho embutido. Qualquer um serve, é questão de preferência.
A edição, em cinco passos
Você edita sozinha e isso não precisa mudar. O que precisa é caber em dez minutos por vídeo. A ordem abaixo é sempre a mesma, e é sempre essa ordem porque cada passo depende do anterior.
- Corte o começo e o fim
Tire o momento em que você aperta o botão, respira e se ajeita. O vídeo precisa abrir já na primeira palavra da cena. É o corte que mais muda o resultado, e é o mais fácil de esquecer.
- Gere a legenda automática
O editor transcreve sozinho. Você só corrige as palavras que saíram erradas. Fonte simples, branca, sem caixa colorida, posicionada dentro da área útil.
- Escreva a frase do gancho por cima do primeiro frame
A mesma cena que você fala, encurtada. Sempre no mesmo lugar do quadro, na mesma fonte e no mesmo tamanho: é esse detalhe repetido que faz o feed parecer uma série.
- Coloque a logo no canto
Pequena, no mesmo canto de todos os vídeos. É ela que identifica a peça, e é por causa dela que você não precisa escrever o CRP no vídeo.
- Exporte e salve o arquivo
Antes de subir, guarde o exportado numa pasta. Vídeo baixado do Instagram depois volta comprimido e não presta pra reaproveitar.
Sem transição, sem zoom, sem efeito. Nos catorze perfis, os vídeos que constroem confiança são os mais simples: corte seco e a pessoa falando.
Como exportar
1080x1920 sempre, ou 4K quando o aplicativo deixar e o arquivo não ficar grande demais pra subir. 30 quadros por segundo em todos os casos, porque é o que o Instagram entrega e o que evita aquele efeito estranho de movimento acelerado.
Salve o arquivo exportado numa pasta antes de subir. Vídeo baixado do Instagram depois volta comprimido e não serve pra reaproveitar.
Trinta segundos antes de postar
Passe o olho nisso e publique. É curto de propósito, pra caber no hábito.
- O gancho acontece nos três primeiros segundos, e é uma cena, não um tema?
- A cena está escrita na tela também, e não só falada?
- O texto está dentro da área útil, longe do topo, da base e da lateral direita?
- O áudio está limpo?
- Alguma frase promete resultado, dá diagnóstico ou usa "abusivo", "narcisista", "tóxico"?
- Tem alguma referência que permita identificar uma paciente?
- A capa está no estilo da série, com a logo e o número do episódio bem discreto?
- A legenda continua o vídeo, em vez de repetir o título?
- Exportou em 1080x1920 ou 4K, a 30 quadros por segundo, e salvou o arquivo?
Se um dia um Reel virar anúncio
Hoje a gente não está impulsionando nada no Instagram, e isso está combinado. Mas se em algum momento você quiser levar um conteúdo pra mais gente por anúncio, ele precisa nascer dentro de duas regras técnicas, e não dá pra consertar depois.
Até 90 segundos. Acima disso não roda como anúncio.
Sem música com direito autoral. Áudio original, sua própria voz ou trilha liberada. Música conhecida trava a aprovação.
Não precisa fazer tudo assim. Vale só saber que os vídeos gravados dentro dessas duas regras ficam disponíveis pra essa possibilidade, e os outros não. Anúncio de psicóloga tem regra própria de saúde nas plataformas, e essa parte é comigo.
Se precisar me mandar algum material
Quando você quiser me mandar um vídeo ou uma peça, mande o arquivo original em qualidade máxima, não o vídeo baixado do Instagram. O download volta comprimido e perde qualidade justamente onde a gente mais precisa.
Sua identidade visual
Esta paleta não foi inventada: ela sai da sua logo, das suas fotos e do seu site. A ideia é dar nome ao que já existe pra ficar mais fácil de repetir.
Grafite
#1F1B19Do seu ensaio e do contraste do site. É a cor de todo texto sobre fundo claro.
Creme
#F3EDE4Das paredes do consultório e do fundo do site. Fundo de capa e de carrossel.
Dourado
#B08A55Dos acessórios e do vaso. Cor de destaque: uma palavra por peça, não mais.
Champanhe
#D4B57CVersão clara do dourado, pra texto sobre foto escura e linhas finas.
Lilás
#B699B8Da sua logo, e hoje sem uso nenhum no perfil. Entra como cor de apoio: fundo de card de frase, tela de respiro no meio do carrossel, fundo de story.
Verde água
#AFD1CDTambém da logo e também sem uso. Mesma função do lilás, alternando pra não cansar. Bom pra separar séries: uma cor por série, se você quiser.
Como usar as duas cores da logo
Lilás e verde água estão na sua marca e não aparecem em lugar nenhum do conteúdo. Isso é desperdício de identidade, porque são as duas cores que só você tem: creme e dourado metade das psicólogas do Instagram usa.
A regra pra não pesar: elas entram como fundo, nunca como texto, e sempre em versão bem clara, quase lavada. Um card de frase por semana em lilás no meio de peças creme já cria ritmo no feed sem quebrar a sobriedade. O dourado continua sendo o destaque de palavra; o lilás e o verde água são ambiente.
Três fontes, e nenhuma a mais
Abaixo as três já escritas na fonte de verdade, pra você ver e não só ler o nome.
Na hora, saiu um sim. A principal. Frase de capa de Reel, capa de carrossel e card de frase. É a que dá conversa séria sem ficar fria.
Mesa de café · ep. 4 A de apoio. Legenda queimada do vídeo, número do episódio e qualquer texto pequeno. Nunca a frase principal.
Onde cada fonte existe, no seu fluxo
As três são gratuitas e estão no Canva, que é onde você já faz capa e post. É lá que elas devem ser usadas.
No CapCut a biblioteca de fontes muda por versão e por aparelho, e no Android costuma não ter Playfair nem Caveat. Então a divisão fica assim: capa, carrossel e card de frase no Canva; no CapCut, só o corte e a legenda automática, com a fonte sem serifa mais simples que aparecer. Assim as fontes ficam onde importam e o editor de vídeo não vira gargalo.
Onde a identificação precisa aparecer
A resposta simplifica sua vida: na publicação orgânica, a assinatura na legenda já resolve. A legenda faz parte da peça, e a identificação também está na bio, logo acima. Então o vídeo e a capa não precisam carregar o texto do CRP: a sua logo no canto basta, e o feed fica muito mais limpo.
Duas exceções, onde o texto entra na própria arte: o card de frase, porque ele circula sozinho quando alguém compartilha nos stories e a legenda não vai junto; e qualquer peça que vire anúncio, se um dia isso acontecer, porque aí a identificação completa precisa estar no criativo.
A sua logo é o que fecha a peça
Ela já existe, já tem as duas cores da sua paleta e hoje quase não aparece no conteúdo. Passa a entrar em toda peça: canto do Reel, canto da capa, rodapé do carrossel, card de frase.
Sempre a mesma, sempre no mesmo canto, sempre pequena. Ocupando pouco, em versão discreta, sem borda e sem caixa. E nunca o seu @ escrito no lugar dela: o @ envelhece e polui, a logo identifica e assina.
Quando o espaço for pequeno, como no canto de um Reel, use só o símbolo. Ele funciona sozinho e continua reconhecível em tamanho reduzido, que é onde a logo completa some.
O card de frase
É a peça de menor custo do seu calendário: não precisa gravar, não precisa editar, sai em poucos minutos no Canva e é o que a pessoa salva e manda pra uma amiga. Três exemplos, com a mesma receita e fundos diferentes.
A receita, sempre igual
Fundo creme, papel, lilás ou verde água, sempre claro. A frase em Playfair, centralizada, no meio do quadro, em grafite. Uma palavra só em Caveat, com um traço dourado à mão em volta ou embaixo, sobre a palavra que carrega o sentido da frase. A assinatura em Montserrat, bem pequena, no rodapé. Nada mais: sem ícone, sem moldura, sem segunda cor.
⚠️ Cuidado ao gerar arte com inteligência artificial
Se você usar alguma ferramenta de IA pra criar ou variar esses cards, releia o texto letra por letra antes de publicar. Elas erram acento, trocam letra, somem com o til e às vezes escrevem o número do CRP errado, e o erro passa despercebido porque a peça fica bonita. Na dúvida, escreva o texto por cima no Canva, onde você controla cada caractere.
Texto sobre a sua foto
É a capa dos Reels e dos carrosséis, e é a peça que a pessoa vê antes de decidir se assiste. Aqui a regra que mais importa é contraste: o texto precisa ser lido em meio segundo, no feed, com o celular na mão.
O corte que quase todo mundo esquece
Você grava e publica em 1080x1920, mas o Instagram não mostra o quadro inteiro em lugar nenhum: na grade do perfil e na aba de Reels ele corta pro formato de retrato, mais ou menos 1080x1350. É o retângulo tracejado da segunda imagem.
Na prática isso significa que topo e base do seu vídeo somem na miniatura. Se a frase da capa estiver alta demais ou baixa demais, quem passa o dedo pelo perfil não lê nada e só vê o seu rosto. Por isso a frase e o rosto ficam no miolo do quadro, dentro do tracejado, e não porque é mais bonito.
A margem lateral vale a mesma coisa: deixe uma folga dos dois lados. Texto colado na borda parece cortado mesmo quando não está.
Onde: sempre no mesmo lugar, no terço superior ou central, dentro da área útil e dentro do recorte 1080x1350.
Cor: grafite sobre foto clara, creme sobre foto escurecida. Dourado sobre foto clara não lê.
Tamanho: escolha um tamanho de fonte e não mude mais. Um só, igual em todas as capas. É a repetição do tamanho, muito mais do que a escolha dele, que faz o feed parecer uma série. Se a frase não couber em duas linhas nesse tamanho, encurte a frase em vez de diminuir a letra.
Fundo movimentado: escureça a foto inteira antes de escrever. Sem isso o texto some no meio dos objetos.
A capa é sempre um frame seu ou uma foto sua. Nada de cena de filme, foto de banco de imagem ou card sem rosto. Nos catorze perfis, é a sua cara na capa que separa o vídeo que constrói confiança do vídeo que só dá número.
Um preset só
Escolha uma edição de cor e use em tudo: tom discretamente quente, saturação contida, parecido com as fotos do seu site. A coerência do feed vem muito mais da repetição do tratamento de cor do que de qualquer arte.
Tudo isso é ponto de partida
Paleta, fontes e proporções são hipóteses baseadas na sua marca e no que funciona em perfis parecidos. Se na prática o lilás não te agradar, se a manuscrita ficar difícil de aplicar, se você achar um jeito melhor de posicionar o texto, a gente ajusta. O que importa é que a escolha se repita, porque é a repetição que faz o perfil ser reconhecido, não a escolha em si.
Cuidados
Esta aba é a mais curta de aplicar e a que mais assusta na primeira leitura. Então vale começar pelo tamanho real do assunto: quase nada do que você quer falar está proibido. Falar de saúde mental na internet é exatamente o que o Conselho quer que a psicóloga faça. O que ele regula é o tom e o uso, não o tema.
Na prática, quase sempre existe uma forma melhor de dizer a mesma coisa, e é isso que está abaixo: cada item traz o que evitar e o que colocar no lugar. Quem responde ao Conselho por qualquer peça é você, mesmo quando a produção é nossa, e por isso nada sobe sem o seu ok.
A direção geral, em uma frase
Você fala do lugar de quem acolhe e explica, nunca do lugar de quem promete ou diagnostica. Todo o resto abaixo é consequência disso.
E o que isso libera: você pode nomear o que acontece com as pessoas. Sobrecarga, carga mental, culpa, esgotamento, compulsão, ansiedade, dependência emocional, término, luto. Explicar um fenômeno em conteúdo educativo não é diagnosticar ninguém, e é justamente o que o Conselho considera bom uso das redes. O que muda o jogo é apontar: "o que costuma acontecer é..." é explicação, "você tem..." é diagnóstico.
Identificação onde você divulga o seu trabalho
Nome, a palavra psicóloga e o CRP precisam estar visíveis em tudo que divulga o seu trabalho. Só que "visível" não quer dizer carimbado em cada imagem: na publicação orgânica, a assinatura na legenda já cumpre, com a sua logo discreta na arte. Na bio, no card de frase, na arte de palestra e em qualquer peça que vire anúncio, aí sim o texto entra na própria peça, porque ela circula sozinha.
Story de bastidor, resposta de comentário e conteúdo solto não precisam da linha. A identificação está na bio, uma rolagem acima.
Sem promessa de resultado
Benefício se descreve de forma geral. O que muda com a terapia é direção, não garantia.
Sem lista de sinais
"Cinco sinais de que você está num relacionamento abusivo" é o formato mais comum do nicho e é justamente o que o Conselho chama de autodiagnóstico. O problema não é o assunto, é o formato: a lista entrega um veredito sobre a vida de quem assiste sem que ninguém tenha sido avaliado. A cena faz o mesmo trabalho sem rotular ninguém.
Sem rótulo em cima de gente
"Narcisista", "abusivo", "tóxico" são diagnósticos dados a distância, a alguém que você nunca viu. Além do risco, esvaziam: viraram palavra de meme. O comportamento descrito é mais forte que o rótulo.
Isso é sobre pessoas, não sobre assuntos. Nomear um fenômeno continua liberado: você pode falar de carga mental, de culpa, de esgotamento, de compulsão alimentar e explicar como cada um funciona. O que não pode é colar o nome numa pessoa, seja no parceiro dela, seja nela.
Observação clínica, sempre coletiva
"A frase que eu mais ouço no consultório", "tem mulher que passa a primeira sessão pedindo desculpa por falar". Isso é permitido e é forte. O que a norma proíbe é a análise de caso que permita identificar alguém: idade, cidade, profissão, sequência de fatos, qualquer detalhe que faça a própria pessoa se reconhecer.
A nossa postura vai um passo além da norma, e é escolha, não obrigação: nunca contar caso individual, nem anonimizado, nem começando por "atendi uma paciente que". O motivo é prático. O seu público é de Contagem e BH, é pequeno e se conhece, e uma frase literal de sessão é reconhecível mesmo sem nome. "Tem mulher que chega dizendo" entrega exatamente a mesma força e não corre risco nenhum. Se você pensou numa paciente específica enquanto escrevia, troca dois detalhes antes de publicar.
Relatos e depoimentos
A cartilha do CRP-MG permite relato com identidade preservada, e ao mesmo tempo desaconselha quando o foco é promoção. O seu carrossel de relatos está dentro do que é permitido: impessoal, sem nome, sem foto, sem print. A regra daqui pra frente é manter exatamente assim, sempre em segundo plano em relação ao conteúdo, e nunca como argumento de venda.
O ponto que mais importa é outro, e é nos comentários: quando uma paciente te elogia em público, você agradece sem confirmar que ela é paciente. O sigilo é seu, não dela, mesmo que ela tenha se identificado sozinha. Uma das colegas analisadas responde "aprendi muito em te atender", e é exatamente isso que não pode. A resposta certa está na aba "Comentários e direct".
Preço fora do destaque
Valor de sessão se comunica na conversa privada, antes de começar, nunca em post, story ou comentário. E nada que soe vantagem: sem "primeira sessão grátis", sem desconto, sem pacote, sem promoção, sem sorteio de sessão.
"Especialista" só com especialidade registrada
O Conselho tem uma lista fechada de especialidades, e só quem tem o registro pode usar a palavra. Curso, pós e formação são qualificação, não especialidade, e se escrevem como tal. Vale inclusive pra TCC: é a sua abordagem, e abordagem não é especialidade.
A sua arte de palestras usa hoje a primeira forma. Quando ela for atualizada, vale escrever o nome exato de cada formação como aparece no diploma, sem a palavra especialista na frente.
Fé separada do título
Pode aparecer como pessoa, nos stories e nas respostas. Não pode aparecer colada ao título nem como parte do método. Palestra em espaço religioso é serviço e pode ser divulgada; "psicóloga cristã" como assinatura, não.
Sem sensacionalismo
A cena concreta já tem força. Não precisa de adjetivo, de "destruída", de "aos poucos ele te apaga". Quando a frase parece trailer de filme, ela cruzou a linha.
Responder no geral, nunca orientar o caso
Comentário, caixinha e direct são porta, não consultório. A resposta a uma situação específica é sempre sobre o tema, em geral, e o convite pra conversa privada. A série Caixinha existe justamente pra transformar essas perguntas em conteúdo sem orientar ninguém individualmente.
Comentários e direct
Você já responde a quase todo comentário, e isso é raro. O que este roteiro faz é garantir que cada resposta proteja o seu registro e, quando fizer sentido, abra a porta do consultório. Comentário é porta. Consultório é consultório.
A regra que evita 90% dos problemas
Nunca confirme vínculo, nunca fale de valor e nunca oriente um caso em público. Tudo isso vai pro direct, e do direct pro WhatsApp, onde já existe um roteiro de atendimento próprio.
E responda em até dois dias. Hoje o intervalo chega a uma semana, e quem escreveu num domingo à noite em crise não está mais no mesmo lugar na sexta.
Cinco situações e a resposta de cada uma
1 · Uma paciente te elogia em público
Ela diz "você mudou minha vida" ou "obrigada por tudo nas sessões". Você agradece sem confirmar que ela é paciente. Nada de "aprendi muito te atendendo".
"Obrigada pelo carinho 🤍 Fico muito feliz que tenha feito sentido pra você."
2 · Alguém desabafa no comentário
"Eu me vejo nesse vídeo, a frustração que sinto da minha vida é gigante." Você já respondeu isso com "espero ter ajudado". Dá pra ir um passo além sem orientar nada.
"Que bom que fez sentido, e obrigada por dividir isso aqui. Se quiser conversar com calma sobre o que você está vivendo, me chama no direct 🤍"
3 · Alguém pergunta o valor em público
Nunca responde o número no comentário. Nem "a partir de", nem "me chama que te passo o desconto".
"Te explico como funciona no direct, com calma. Já te chamei lá 🤍"
E aí você chama, em vez de esperar a pessoa vir. Quem pergunta preço em público está a um passo de desistir.
4 · Alguém pede ajuda pra outra pessoa
Uma mãe pedindo pela filha, uma amiga pedindo pela amiga. Você não avalia a terceira pessoa e não orienta o caso. Abre a porta pra quem está sofrendo, através de quem escreveu.
"Que bom que ela tem você por perto. Se ela quiser, pode me chamar no direct e a gente conversa sobre como funciona, sem compromisso. Ou você me chama e eu te explico como ajudar ela a dar esse passo 🤍"
Se for pra uma adolescente: a partir de 14 anos você atende, com autorização do responsável, e essa conversa acontece no WhatsApp, não no comentário.
5 · Convite pra palestra, empresa ou igreja
Já aconteceu no seu perfil, num comentário. Simpatia não é sim, e detalhe não se combina em comentário.
"Que honra o convite, obrigada! Me chama no WhatsApp (31) 99121-9345 que a gente combina certinho: tema, data, público e formato."
O que vai pro direct, e o que sai dele
- Responda rápido e sem compromisso
No direct, o primeiro objetivo é a pessoa se sentir ouvida. "Oi, [nome]. Que bom que você me chamou. Me conta um pouco o que está te trazendo aqui?"
- Uma pergunta, não um questionário
Deixa ela falar. Não pede idade, cidade e disponibilidade na primeira mensagem.
- Tire do direct antes de falar de logística
"Vou te chamar no WhatsApp pra te explicar como funciona com calma, pode ser?" O direct some, arquiva e mistura tudo. O WhatsApp é onde o roteiro de atendimento já está pronto.
- Valor e agenda só depois da conexão
Preço antes de escuta é o erro que mais perde gente. O roteiro do WhatsApp já cuida da ordem certa.
Referências
Os catorze perfis que a gente analisou pra chegar nesta direção. Aqui vai só o veredito rápido de cada um, pra você olhar sabendo o que procurar em vez de olhar solto.
Na sua faixa: consultório individual, base pequena ou média
Copiar: a cena doméstica em segunda pessoa na capa e o ciclo temático mensal. Mesmo CRP 04, mesma BH, mesmo público. É a referência mais próxima do seu posicionamento. Evitar: postar todo dia sem vídeo e deixar comentário sem resposta.
Copiar: "Não dou conselhos" como delimitação do próprio papel, e o CRP na bio. Evitar: cena de filme como maioria do feed. Dá 114 mil visualizações e 5 comentários.
Copiar: o nicho escrito no campo nome, a capa "Você" mais comportamento, e respostas com conteúdo nos comentários. Evitar: CRP escondido numa legenda antiga.
Adaptar: coautoria com um espaço parceiro, que dobra o alcance sem custo. Evitar: confirmar vínculo de paciente em comentário e promessa de cura na capa.
Copiar: a pergunta fechada sobre comportamento como gancho, e responder a todos. Evitar: promessa na bio e fé como método. Não é psicóloga, e as regras dela são outras.
Nicho estreito, bem executado
Copiar: um tema só, sustentado por anos; a legenda que lista situações concretas e fecha com pergunta; a resposta a pedido de ajuda levando pro privado. Evitar: "especialista" sem título registrado.
Copiar: "Identidade & Relacionamentos" no campo nome, "Quando você..." como abertura, dias fixos de postagem. Evitar: clipe de novela com marca d'água. 333 mil visualizações com proporção de comentário que não sobrevive à checagem.
Adaptar: a história pessoal como autoridade, só se você quiser expor. Evitar: 140 dias sem postar e curso vendido dentro da legenda.
Fora do nicho, mas vale olhar
Não é psicóloga, ensina produção de conteúdo. Entra por um motivo só, e é grande: é o único perfil dos catorze com série nomeada e numerada, o Pensamento Falado, hoje no episódio 129. Os três maiores números dela são episódios da série, e o maior tem 246 mil visualizações. Copiar: o nome da série na primeira linha da legenda, o número do episódio na segunda, e a tese completa escrita na capa. Evitar: o volume dela, que vai de 28 publicações numa semana a 9 na outra, e a ausência de dia fixo.
Escala ou credencial muito diferentes da sua fase
Copiar: a negação de senso comum na primeira linha da legenda e o horário fixo de publicação. Olhar com distância: 336 mil seguidores, psiquiatra, TEDx. Pouco do resto se aplica.
Adaptar: a lista pessoal leve, "Coisas que...". Evitar: cinco links na bio, cupom, sorteio e o público de colegas em vez de pacientes.
Copiar: série numerada com vulnerabilidade própria. Evitar: fala pra psicólogas, não pra pacientes. Sem CRP no perfil.
Olhar por curiosidade: posicionamento construído contra um adversário claro. Pouco aproveitável no dia a dia, porque o público é outro.
Olhar por curiosidade: mentora, vende produto, mídia paga por trás dos números. Evitar: quase tudo.
Como olhar referência sem se perder
Referência é ponto de partida, nunca cópia. E cuidado com número: perfil grande costuma impulsionar conteúdo, então um Reel com centenas de milhares de visualizações pode estar medindo verba, não qualidade. O que vale observar é a construção: como abre, como prende, como termina, e como responde quem comenta.
O que preciso de você
Escrevi tudo isso pensando no seu perfil, mas nada entra no ar sem o seu ok. Pode me responder no WhatsApp, tudo numa mensagem só.
Seis respostas
- A bio. Aprova as quatro linhas? Deixei a fé fora dela de propósito, pelo motivo que está em . Se quiser conversar sobre isso, me fala.
- As séries. "Mesa de café" nas terças, "Pequenos passos" nas quintas e "Caixinha" nas sextas. Os nomes combinam com você?
- Os destaques. Pode reorganizar nesses sete, na ordem proposta?
- O volume. A proposta é três slots por semana com piso de dois. Qual você consegue sustentar nos próximos dois meses, sem culpa?
- Edição. Você consegue editar pelo CapCut? Se sim, a divisão fica como está no guia: vídeo no CapCut, capa e carrossel no Canva.
- Equipamento. Você pretende comprar microfone e luz? Se sim, te ajudo a escolher dentro das opções de .
Assim que você responder, eu ajusto o que precisar e a gente começa. E vale repetir uma coisa: nada aqui é definitivo. Nomes, dias, formatos, temas, horários e até a paleta são hipóteses de partida. O que a prática mostrar que funciona melhor pra você vira a nova regra. Qualquer dúvida sobre qualquer parte daqui, é só me chamar.
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